O BNDES aprovou financiamento de R$ 200 milhões para a Eve Air Mobility, divisão da Embraer dedicada a aeronaves elétricas de pouso vertical, popularmente conhecidas como “carro voador”. O protótipo tem voo inaugural previsto para 2026.
Futuro chegou ?

O futuro da mobilidade aérea está saindo da ficção científica e entrando no calendário oficial da indústria brasileira. Na última semana, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 200 milhões para a Eve Air Mobility, empresa criada pela Embraer especializada no desenvolvimento de eVTOLs — veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, popularmente chamados de “carros voadores”.
A notícia, destacada pelo TecMundo, marca um avanço gigantesco para o setor aeroespacial nacional e coloca o Brasil na corrida global por aeronaves elétricas capazes de realizar deslocamento urbano, transporte rápido entre cidades e serviços de táxi aéreo sustentável.
Se tudo ocorrer como planejado, o primeiro voo do protótipo deverá acontecer já em 2026.
O que é um carro voador?

O termo “carro voador” ganhou fama, mas tecnicamente a sigla correta é eVTOL:
- e = elétrico
- V = vertical
- TOL = take-off and landing
Ou seja: uma aeronave elétrica que decola verticalmente (como um helicóptero), mas funciona como avião durante o voo.
Essa categoria representa a nova geração de mobilidade aérea urbana.
Por que o financiamento é importante
Os R$ 200 milhões aprovados pelo BNDES serão usados para:
- desenvolvimento de protótipos
- testes estruturais
- certificações aeronáuticas
- engenharia de software e hardware
- estruturação da cadeia de produção no Brasil
O aporte acelera etapas de engenharia que, até então, demandavam investimento direto da Embraer.
O plano da Eve
Segundo dados públicos da Eve, o objetivo é:
- lançar o primeiro modelo certificado
- iniciar operações comerciais até 2026/2027
- formar rede global de mobilidade aérea
- desenvolver táxi aéreo elétrico
- criar hubs elétricos em grande cidades
E, a longo prazo, transformar deslocamento urbano.
Como será o veículo
O eVTOL desenvolvido pela Eve promete:
- zero emissão de CO₂
- voo silencioso
- baixa vibração
- sistema elétrico avançado
- capacidade para passageiros
- recarga rápida
O foco é eficiência energética e autonomia.
Onde será usado
As aplicações previstas incluem:
- rotas rápidas entre bairros
- transporte urbano premium
- taxis aéreos
- deslocamento intermunicipal
- serviços turísticos
- logística pontual
Ou seja: um “Uber aéreo”, mas movido a eletricidade.
Mercado global de eVTOL
Empresas como:
- Joby Aviation
- Archer Aviation
- Lilium
- Vertical Aerospace
estão disputando espaço em um mercado bilionário.
A grande diferença é que, no caso brasileiro, a Embraer tem credibilidade mundial, o que aumenta as chances de adoção global.
A vantagem do Brasil
O país tem:
- indústria aeronáutica consolidada
- mão de obra qualificada
- engenharia especializada
- tradição em aviação comercial
A Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do planeta, atrás apenas de Airbus e Boeing — e isso coloca a Eve numa posição privilegiada.
A importância para a indústria nacional
Além de tecnologia, esse movimento traz:
- novos empregos qualificados
- inovação nacional
- parcerias tecnológicas
- desenvolvimento industrial
- exportação de tecnologia
Um dos maiores saltos desde a criação da própria Embraer.
Impacto ambiental
Ao contrário de helicópteros tradicionais:
- emitem menos ruído
- não soltam CO₂
- consomem energia elétrica
- reduzem impacto urbano
É o tipo de tecnologia que se encaixa no futuro da mobilidade sustentável.
Quando veremos esses veículos voando?
Segundo o cronograma divulgado, o protótipo deve voar em 2026, mas o início de operações comerciais deve ocorrer somente depois das certificações completas.
Ou seja: é real, mas gradual.
Vai substituir helicóptero?
Em certas rotas, sim. Em outras, complementa.
A ideia é criar mobilidade urbana aérea acessível, e não substituir aviação tradicional de grande porte.
A expressão “carro voador” é exagero?
Não totalmente.
Tecnicamente é uma aeronave, mas sua função urbana, elétrica e vertical aproxima a ideia de “carro do futuro”. A mídia popular adotou o termo justamente por essa analogia futurista.
Um marco histórico
O financiamento do BNDES marca um dos movimentos mais importantes da história recente da aviação nacional. Com R$ 200 milhões aprovados, a Eve Air Mobility entra em fase decisiva para colocar o Brasil na liderança mundial da mobilidade aérea elétrica — e aproximar, pela primeira vez, o conceito de “carro voador” da realidade brasileira.
O primeiro voo está marcado para 2026 e pode representar um momento histórico para o país
Se o tema interessa a você, vale acompanhar de perto os próximos anúncios da Eve Air Mobility e da Embraer, já que cada etapa de teste, certificação e desenvolvimento aproxima o Brasil de um futuro onde carros voadores deixam de ser ficção e passam a fazer parte do dia a dia.
