Segundo reportagem publicada pelo CanalTech em 09/12/25, fabricantes como Dell e Lenovo repassaram ao varejo brasileiro aumentos que podem chegar a 20% no preço de notebooks, devido à elevação de custos de componentes e variação cambial no Brasil.
Vai encarecer
Comprar notebook no Brasil deve ficar consideravelmente mais caro nos próximos meses. De acordo com informações divulgadas pelo CanalTech, empresas como Dell e Lenovo já notificaram o varejo nacional sobre aumentos de preços que podem chegar a 20%, especialmente em modelos intermediários e voltados para produtividade e uso corporativo.
A mudança acontece em um momento sensível para o consumidor: o fim do ano costuma ser marcado por promoções e troca de computadores para estudo, trabalho remoto ou atualização de equipamentos — justamente o período em que muitas pessoas aproveitam para adquirir novos notebooks.
O resultado? Um cenário em que o notebook que hoje é acessível pode, em poucas semanas, custar bem mais.
Por que os notebooks vão subir de preço

O mercado de informática vive uma combinação de fatores negativos que resultaram no reajuste:
1. Preço maior de componentes
Fabricantes relatam que processadores, memórias e placas-mãe estão mais caros globalmente.
2. Pressão cambial
O dólar alto afeta diretamente o custo de importação e montagem dos notebooks.
3. Custo logístico
Empresas apontam aumento no valor do transporte internacional e seguro de carga.
4. Cadeia global pós-pandemia
A indústria ainda enfrenta instabilidade de fornecimento em certos componentes.
Essa combinação tornou inevitável, segundo o varejo, um reajuste repassado ao consumidor final.
Impacto direto no bolso do brasileiro
O aumento pode parecer pequeno à primeira vista, mas quando aplicado sobre um notebook de R$ 4 mil, por exemplo, significa até R$ 800 a mais em curto prazo.
Em modelos profissionais e linha premium, o aumento pode chegar a valores ainda mais altos — especialmente em séries que utilizam processadores mais recentes e módulos maiores de memória.
Dell e Lenovo confirmam o cenário
Segundo o CanalTech, as fabricantes já estão comunicando o varejo, o que significa que o repasse para o consumidor não é apenas especulação, mas um movimento efetivamente já esperado pelo comércio eletrônico.
Isso deve impactar:
- Magazine Luiza
- Casas Bahia
- Mercado Livre
- Amazon Brasil
- varejo físico
E principalmente compras parceladas.
Por que este aumento acontece agora
A data não é coincidência: dezembro e janeiro são meses em que vendas de notebook costumam subir por causa de:
- volta às aulas
- início do ano escolar
- troca de equipamentos para home office
- necessidade de máquina melhor no trabalho
- busca por notebooks gamers
Logo, o reajuste aproveita um momento de demanda mais aquecida.
Qual segmento deve subir mais
A tendência, segundo analistas, é que o aumento seja sentido principalmente em:
- linha intermediária
- linha profissional
- linha corporativa
- notebooks para home office
- modelos com armazenamento SSD de maior capacidade
Já notebooks básicos podem subir menos, mas também serão afetados.
Consumidor deve comprar agora?
Do ponto de vista financeiro, sim. Historicamente, quando fabricantes anunciam reajuste, os estoques atuais tendem a esgotar rapidamente e, logo em seguida, aparecem os novos preços reajustados.
Ou seja: enquanto as lojas ainda possuem estoque anterior, há chance de encontrar valores mais baixos antes do aumento total.
O que fazer para não pagar mais
Recomendações práticas:
- pesquisar em várias lojas
- observar modelos com processador mais antigo (mas ainda atual)
- aproveitar promoções de Natal
- usar alerta de preços
- monitorar estoques remanescentes
- conferir marketplaces confiáveis
Em muitos casos, o modelo do ano anterior oferece ótimo custo-benefício, especialmente para quem busca produtividade e estudo.
O papel do câmbio
Grande parte dos notebooks vendidos no Brasil utiliza componentes importados, principalmente de:
- China
- Taiwan
- Estados Unidos
Com dólar mais alto, o efeito no preço é imediato.
E se o dólar cair em 2026?
Mesmo que o dólar volte a cair, os preços dificilmente retornam ao patamar original rapidamente, já que o mercado costuma trabalhar com estoques comprados com câmbio anterior.
Ou seja: a recomposição de preço é mais lenta que o reajuste.
O perigo para o consumidor brasileiro
A soma entre:
- dólar alto
- frete caro
- componentes mais caros
- demanda alta
faz com que o Brasil continue sendo um dos países mais caros do mundo para adquirir eletrônicos e computadores.
Como fica o notebook para estudantes
O segmento escolar deve sentir bastante o impacto. Milhões de estudantes, especialmente universitários, dependem de computadores portáteis para:
- videoconferência
- plataforma acadêmica
- edição de trabalhos
- estudos EAD
- preparação de projetos
Ou seja: o aumento pode dificultar a compra e reduzir o acesso tecnológico.
O efeito sobre o home office
Empresas que renovam notebooks corporativos em janeiro também devem repensar orçamentos e negociações com fornecedores — o que pode atrasar modernizações internas.
Vai faltar notebook no Brasil?
Não. O problema não é falta de produto — é preço. A oferta continua, mas o consumidor pagará muito mais do que pagaria alguns meses atrás.
Comparação rápida entre 2024 e 2025
| Ano | Situação |
|---|---|
| 2024 | queda de preços por estoque pós-pandemia |
| 2025 | forte alta por dólar + componentes |
| 2026 | incerto, depende do câmbio |
Oque será do Brasil ?
O Brasil entra em 2026 com um cenário mais caro para quem precisa comprar notebook, seja para uso pessoal, trabalho ou estudo. A alta anunciada por Dell e Lenovo confirma uma tendência de aumento para toda a indústria — e abre um período de maior dificuldade para consumidores.
Por outro lado, ainda existe janela de oportunidade antes da virada definitiva dos preços, principalmente nos estoques atuais das principais varejistas.
Se você está planejando comprar um notebook nos próximos meses, vale antecipar a compra ainda em 2025. Pesquise modelos, compare preços e aproveite estoques atuais, porque os próximos lotes chegarão com reajuste e podem ficar consideravelmente mais caros.
