A Xiaomi não cansa de elevar a barra do desempenho. Um novo vazamento, divulgado nesta semana pelo renomado informante Digital Chat Station, trouxe à tona as especificações daquele que promete ser o celular mais poderoso da subsidiária Redmi para 2026: o Redmi K90 Ultra.
Se os rumores se confirmarem, o aparelho chegará para redefinir o conceito de “flagship killer”, combinando o inédito processador da MediaTek com uma bateria que beira o absurdo, ideal para quem exige performance máxima em jogos e multitarefa pesada.
Desempenho bruto acima de tudo
A linha “K” da Redmi (frequentemente relançada como POCO F Pro ou GT no mercado global) sempre teve um objetivo claro: entregar velocidade de topo de linha cortando luxos desnecessários. Em 2026, a estratégia parece ter ficado ainda mais agressiva.
O vazamento indica que a Xiaomi está focando em dois pilares centrais para o K90 Ultra: autonomia extrema e resfriamento avançado. Com jogos mobile exigindo cada vez mais poder gráfico e o uso de IA local se tornando padrão, a fabricante parece ter criado um dispositivo preparado para rodar tudo no “Ultra” sem esquentar ou pedir tomada.
O que esperar do hardware?
O coração deste novo monstro deve ser o MediaTek Dimensity 9500, um chipset que, segundo testes preliminares, supera em eficiência energética seus concorrentes diretos da Qualcomm. Mas o desempenho não vem apenas do processador.
O vazamento menciona uma estrutura interna reforçada com uma possível ventoinha ativa ou uma câmara de vapor de grandes dimensões, sugerindo que o aparelho é voltado para sessões prolongadas de jogatina. Além disso, a construção deve abandonar o plástico de gerações anteriores em favor de uma moldura de metal, conferindo mais durabilidade e sensação premium.
Especificações Técnicas Vazadas (Redmi K90 Ultra)

Confira o que o vazamento mais recente aponta para a ficha técnica do dispositivo:
- Sistema Operacional: Android 16 (sob a interface HyperOS 3.0).
- Processador: MediaTek Dimensity 9500 (focado em alta performance e IA).
- Memória RAM: Versões partindo de 16 GB, podendo chegar a 24 GB (LPDDR5X).
- Armazenamento Interno: Opções de 512 GB até 1 TB (UFS 4.1 de altíssima velocidade).
- Bateria: Impressionantes 8.000 mAh (tecnologia silício-carbono). Carregamento rápido esperado de 120W.
- Tela: Painel OLED de 6,7 polegadas, resolução 2K e taxa de atualização variável de 144Hz.
- Câmeras: Sensor principal de 50 MP (Sony IMX da linha 9, com estabilização óptica) + Ultrawide e Telefoto simples.
- Diferenciais: Sensor de digitais ultrassônico e sistema de resfriamento avançado para jogos.
Benefícios e diferenciais
O grande destaque do Redmi K90 Ultra é, sem dúvida, a combinação do Dimensity 9500 com a bateria de 8.000 mAh. Graças à nova tecnologia de ânodo de silício-carbono, a Xiaomi conseguiu colocar uma capacidade de carga de tablet em um corpo de smartphone, sem torná-lo um “tijolo” espesso.
Para o usuário, isso significa poder jogar por horas ou trabalhar intensamente com edição de vídeo no celular sem ver a porcentagem da bateria derreter. O sensor de digitais ultrassônico (mais rápido e seguro que os ópticos tradicionais) também é uma adição bem-vinda que coloca o aparelho no patamar de celulares que custam o dobro.
Pontos negativos e limitações
Como nem tudo são flores, é importante alinhar as expectativas sobre onde a Xiaomi provavelmente economizou:
- Câmeras Secundárias: O foco aqui é desempenho. Portanto, não espere um conjunto fotográfico do nível do Xiaomi 15 Ultra. As câmeras auxiliares (ultrawide e zoom) devem ser apenas “ok” para redes sociais, sofrendo em baixa luz.
- Carregamento Sem Fio: Para acomodar a bateria gigante e o sistema de resfriamento mantendo o preço baixo, é provável que o suporte a carregamento wireless seja lento ou inexistente.
- Design Industrial: Apesar da moldura de metal, o visual deve ser mais “agressivo” ou genérico, fugindo da elegância dos modelos premium de vidro e cerâmica.
Comparação com o mercado
O Redmi K90 Ultra deve chegar para brigar diretamente com o Realme GT 8 e o OnePlus Ace 5 Pro.
Enquanto a concorrência aposta forte no Snapdragon 8 Elite (Gen 5) e em designs mais finos, o Redmi K90 Ultra vence na força bruta da bateria. A maioria dos rivais deve estacionar nos 6.000 ou 6.500 mAh este ano. Se a sua prioridade é ficar o máximo de tempo longe da tomada rodando apps pesados, o modelo da Xiaomi leva vantagem teórica larga.
Conclusão
O vazamento do Redmi K90 Ultra desenha um cenário promissor para os entusiastas de tecnologia em 2026. A Xiaomi parece ter ouvido o público que pedia por bateria real em vez de apenas carregamento rápido.
Com previsão de lançamento na China entre maio e junho, e uma possível versão global no segundo semestre (provavelmente sob a marca POCO), o K90 Ultra tem tudo para ser o “rei do custo-benefício” do ano, desde que você não se importe em ter câmeras medianas em troca de um desempenho de Fórmula 1.
