Deu ruim ? iPhone 17 Pro Max é o celular mais trocado

No momento, você está visualizando Deu ruim ? iPhone 17 Pro Max é o celular mais trocado

Lançado há poucos meses, o modelo topo de linha da Apple já lidera as estatísticas de devolução no mercado de usados, levantando questões sobre ergonomia, inovação e o comportamento do consumidor.

Se você está pensando em comprar um iPhone 17 Pro Max, um novo relatório acende um sinal de alerta. De acordo com um levantamento da empresa de pesquisa SellCell, obtido com exclusividade pelo Canaltech, o mais recente e poderoso smartphone da Apple tornou-se o dispositivo mais trocado no mercado independente dos Estados Unidos. O dado, publicado nesta quarta-feira (4), surpreende por envolver um modelo recém-lançado, que normalmente demora a aparecer nesses rankings.

Mas, afinal, o que está levando os usuários a se desfazerem do carro-chefe da maçã tão rapidamente? A resposta é uma combinação de fatores que vão desde questões financeiras até um certo arrependimento ligado ao design e à sensação de que a Apple entregou pouco em termos de novidades.

O fenômeno das trocas: números que impressionam

A pesquisa da SellCell analisou o mercado de smartphones usados e trocados entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. O resultado é claro: o iPhone 17 Pro Max disparou na frente. O modelo representa atualmente 11,5% de todas as trocas entre os 20 principais dispositivos considerados no estudo.

Esse número é mais que o dobro da participação que o aparelho tinha no final de novembro, quando marcava 5,1%. O crescimento expressivo em apenas 12 semanas fez com que o modelo mais caro da Apple ultrapassasse gigantes estabelecidos, como o iPhone 15 Pro Max e o iPhone 14 Pro Max, que agora ocupam posições inferiores, com 7,3% de participação cada.

Um detalhe crucial apontado pelo relatório é o estado de conservação dos aparelhos. Cerca de 86% dos iPhones 17 Pro Max entregues nas trocas estão em condições “Impecáveis” ou “Boas”. Isso é um forte indicador de que os proprietários mantiveram os dispositivos por um período muito curto, não o suficiente para acumular os desgastes típicos do uso prolongado.

A faca de dois gumes da alta retenção de valor

Contrariando a lógica de que um produto muito trocado sofre depreciação acelerada, o iPhone 17 Pro Max apresenta um cenário oposto. O levantamento mostra que, desde seu lançamento, o dispositivo desvalorizou apenas 25,4% em 145 dias.

Para efeito de comparação, essa depreciação é 7% menor que a do iPhone 16 Pro Max no mesmo período pós-lançamento. Essa retenção de valor atípica significa que, hoje, um iPhone 17 Pro Max em boas condições pode ser revendido por uma média de US$ 967 (cerca de R$ 5.107 em conversão direta) , um valor consideravelmente alto frente ao preço inicial de US$ 1.199 da versão de 256 GB.

Por que isso importa? Essa alta cotação no mercado de usados acaba sendo um forte incentivo financeiro para a troca. O usuário vê a oportunidade de recuperar um valor muito próximo ao que pagou e pode direcionar esse montante para um novo produto, gerando um ciclo de troca precoce.

A ergonomia e a falta de novidades pesam na decisão

Se o bolso não é um problema, o que motiva a troca? O relatório aponta para fatores ligados à experiência de uso. Relatos de usuários em fóruns como o Reddit indicam um nível de insatisfação relacionado à ergonomia e ao conforto do iPhone 17 Pro Max.

As queixas mais comuns mencionam que o tamanho excessivo do dispositivo torna o uso prolongado desconfortável, especialmente com uma só mão. Aliado a isso, há um sentimento de que o modelo não trouxe diferenças significativas em relação às gerações anteriores, o que diminui o “fator uau” e aumenta a sensação de que o upgrade não foi tão necessário assim.

Para muitos consumidores que pagaram caro pela novidade, a combinação de um smartphone grande demais com uma experiência que não justifica a troca acaba gerando o chamado “arrependimento do comprador”.

iPhone 17 Pro Max vs. Concorrência e o Passado

Ao olhar para o mercado, o iPhone 17 Pro Max ainda é um dos dispositivos mais avançados tecnicamente. Ele traz o novo chip A19 Pro, melhorias significativas no sistema de câmeras com zoom óptico de até 6x e a tela Super Retina XDR com tecnologia ProMotion de 120 Hz e brilho de pico aprimorado. No entanto, a inovação incremental parece não ser suficiente para um público que busca sempre o que há de mais novo.

Em comparação direta com o iPhone 16 Pro Max, as diferenças, embora existam, são percebidas por muitos como sutis. O mesmo vale para a concorrência direta, como o recém-lançado Samsung Galaxy S25 Ultra, que também aposta em inteligência artificial e design refinado. A briga está acirrada, e a Apple, neste ciclo, parece ter enfrentado um desafio extra: convencer seus usuários mais fiéis de que o modelo Pro Max realmente vale o investimento.

O que isso significa para o consumidor?

O relatório da SellCell não deve ser interpretado como uma condenação ao iPhone 17 Pro Max. Tecnicamente, o aparelho continua sendo um dos melhores smartphones do mercado, com desempenho de ponta, câmeras excepcionais e alta qualidade de construção. A própria alta retenção de valor comprova que o mercado ainda o enxerga como um bem valioso.

No entanto, os dados acendem uma luz amarela, tanto para a Apple quanto para os compradores. Para a empresa de Cupertino, é um sinal de que o design e o fator novidade precisam ser repensados para justificar o alto preço da linha Pro Max. Para o consumidor, a mensagem é clara: se você está pensando em adquirir o modelo, vale a pena refletir sobre o tamanho do dispositivo e, principalmente, considerar o excelente custo-benefício de comprar um modelo seminovo, já que muitos estão sendo trocados em condições impecáveis.

E você, trocaria seu smartphone atual pelo iPhone 17 Pro Max ou acha que as mudanças são poucas? Participe da discussão conosco!

Deixe um comentário