O Google começou a testar novos mecanismos de segurança no Chrome para impedir que agentes de IA maliciosos realizem ações automáticas como invasão, enviar mensagens, realizar compras indevidas ou roubo de dados. A novidade chega em meio a alertas sobre novas campanhas envolvendo JavaScript malicioso, descobertas por especialistas em cibersegurança.
Oque acontece ?
A internet está vivendo uma nova fase de ameaças digitais — e agora o problema não envolve apenas hackers tradicionais, mas também agentes de inteligência artificial capazes de operar de forma autônoma. Nesta semana, o Google anunciou que está reforçando a segurança do navegador Chrome para impedir que agentes de IA executem ações não autorizadas, como acessar páginas sem permissão, coletar registros de navegação ou realizar transações silenciosamente.
A implementação acontece em paralelo a alertas revelados por pesquisadores de segurança, destacando campanhas recentes de malware baseadas em JavaScript, capazes de infectar computadores mesmo quando o usuário acredita estar acessando sites legítimos.
Em resumo: 2025 é o ano em que a segurança digital enfrenta uma transformação sem precedentes — e os navegadores se tornam o novo campo de batalha.
A ameaça dos agentes de IA maliciosos
Ao contrário dos vírus tradicionais, agentes de IA maliciosos podem:
- aprender padrões de uso
- simular cliques humanos
- roubar sessão
- realizar pagamentos
- burlar captcha
- mudar senhas
- manipular resultados
- driblar autenticação por comportamento
E fazem isso automaticamente, sem tutorial ou engenharia social.
Em outras palavras: é uma evolução do malware moderno.
O que muda no Google Chrome
Segundo a atualização apresentada pelo Google, o Chrome passa a monitorar:
- ações de automação suspeita
- interação forçada em abas
- coleta imprevista de dados
- execução de código externo
- tentativas de desvio de autenticação
- scripts que imitam comportamento humano
A proposta é impedir o que o Google chama de:
“controle automatizado sem consentimento real do usuário”.
Por que isso é tão preocupante
Navegadores sempre foram porta de entrada para ataque, mas com IA, o jogo muda. Um agente malicioso pode se comportar como usuário legítimo, realizando ações que pareçam comuns, mas que estão roubando acesso, histórico, cookies e credenciais.
Malware em JavaScript volta com força
De acordo com investigações mencionadas pelo TecMundo, uma das campanhas recentes mais perigosas envolve o JS#SMUGGLER, um tipo de JavaScript injetado em sites legítimos, capaz de instalar malware sem interação direta do usuário.
Pior:
- remove rastros
- se esconde em cookies
- modifica scripts localmente
Ou seja: o usuário pode nem perceber que foi infectado.
Novo ataque de clique automatizado
Outra descoberta preocupante é a chamada técnica ChimeraWire, capaz de:
- abrir Chrome oculto
- simular clique em anúncios
- gerar receita para criminosos
- manipular navegação
- redirecionar pesquisas
Esse tipo de ataque não apenas gera fraude financeira como altera o comportamento do navegador, prejudicando o usuário e afetando resultados de pesquisa.
A era do ataque sem arquivo
Os novos malwares não precisam ser baixados: eles carregam dentro do navegador, usando o próprio navegador como “plataforma”.
Isso significa:
- nenhum arquivo .exe
- nenhum instalador
- nenhuma extensão suspeita
- nenhum pop-up evidente
Simplesmente acontece.
Por que a IA facilita ataques
A inteligência artificial mudou três aspectos fundamentais:
1. Automação imediata
Não precisa de programador.
2. Aprendizado contínuo
Vai melhorando a técnica.
3. Disfarce humano
Simula gestos, cliques e comportamento real.
Brasil está entre os mais vulneráveis
O Brasil possui:
- milhões de usuários ativos
- forte uso de Chrome
- muita navegação mobile
- alto volume de compras on-line
Ou seja: o alvo perfeito.
O que o Google faz agora
A atualização adiciona camadas de defesa em:
- scripts
- navegação interna
- automação
- permissões
- detecção de ações suspeitas
- vigilância ativa
Não bloqueia toda IA — apenas a maliciosa.
O que o usuário deve fazer
Dicas práticas:
- manter o navegador atualizado
- desativar extensões desconhecidas
- limpar cookies periodicamente
- evitar sites estranhos
- não clicar em links automáticos
- revisar permissões do navegador
E principalmente:
- ativar a verificação de segurança do Chrome
A próxima fase da guerra digital
Navegadores agora viraram:
- porta de entrada
- sistema operacional
- inteligência conectada
- carteira digital
- identidade online
Por isso, proteger o navegador é proteger tudo que você faz na internet.
Oque fazer ?
O Google não está apenas combatendo vírus. Está combatendo uma nova classe de ameaça que combina automação, IA, comportamento humano simulado e ações internas invisíveis.
A segurança digital mudou — e a inteligência artificial agora é parte fundamental da solução e também do problema.
Se você usa o Chrome todos os dias para trabalhar, estudar ou realizar compras, vale a pena revisar permissões e ativar a verificação de segurança agora mesmo. Atualize seu navegador, mantenha proteção ativa e não ignore alertas — a próxima tentativa de ataque pode estar acontecendo neste exato momento.
